| Meus amigos,
A FUNPREV, com a criação
e implantação dos Cadernos FUNPREV
de Previdência Social, dá mais um passo para
se consolidar, cumprindo uma trajetória em que se inclui
a Escola de Previdência Social.
A ANASPS, a mais nova das
entidades de servidores da Previdência Social, orgulha-se
deste passo, que é dado com segurança e afirmação.
É a primeira revista eletrônica
de Previdência Social, na rede mundial de computadores.
Só isto já nos enche de entusiasmo.
Bem sabemos que assuntos de Previdência
Social encontram pouco espaço na mídia em geral
e na mídia específica. Há muitos curiosos
e poucos especialistas nesta área. São poucas
as instituições que se debruçaram nas
questões do seguro social, o contrato social, o pacto
de gerações, os fundamentos e o desempenho dos
benefícios, embora sejam muitas as instituições
que se ocupam dos aspectos econômicos-financeiros da
Previdência Social, geralmente expressando expectativas
monetárias e devidamente enquadradas nos mandamentos
da política econômica dominante. A maioria, lamentavelmente,
só têm olhos e ouvidos para o rei. Não
fazem ciência.
A FUNPREV quer que esta
Revista, pluralista e democrática, abra espaço
para a divulgação do conhecimento sobre a Previdência
Social.
Tomamos como ponto de partida o que vem sendo
publicado em diferentes fontes e das afirmações
em diversos fóruns. Foi a opção que adotamos
para reunir nesta primeira e histórica edição
manifestações do ministro Waldeck Ornélas,
dos ex-ministros Jarbas Passarinho e Marcelo Pimentel, dos
deputados Ubiratan Aguiar, Pedro Eugênio, Luiz Bittencourt,
Marcos Cintra e da deputada Rita Camata, do técnico
do IPEA, Francisco Eduardo Barreto de Oliveira, dos jornalistas
Carlos Alberto Sardenberg e George Vidor, do presidente da
CUT, Vicente Paulo da Silva, do desembargador Henry Bianor
Chalu Barbosa e do professor Rafael Moreira da Silva. A todos
eles, nossos agradecimentos.
O Brasil construiu um grande modelo de Previdência
Social, de Seguridade Social. Eloy Chaves, Getúlio
Vargas, Lindolfo Collor, Castelo Branco, Jarbas Passarinho,
Ernesto Geisel e Luis Gonzaga do Nascimento Silva deram notáveis
contribuições. Os antigos IAPs foram verdadeiras
escolas de Previdência Social. Diga-se o mesmo do INPS.
As mudanças da globalização,
das crises estruturais na economia brasileira, estão
levando ao desmonte de um modelo calçado na repartição
simples. Técnicamente, o regime não é
ruim. Teria uma longa sobrevida, caso os gestores tivessem
de apropriados dos recursos para os fins inicialmente assinalados.
Fala-se na excelência do regime de capitalização,
como salvação da pátria. Mas este sobreviverá
a intervenção permanente do Estado e a manipulação
política de seus resultados.
Esperamos que os nossos leitores, internautas,
recebam os Cadernos FUNPREV de Previdência
Social com a certeza de que estaremos atentos à evolução
do regime previdenciário, uma conquista social de todos
os povos que desejam assegurar às gerações
futuras segurança e tranqüilidade, dignidade e
respeito à vida.
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